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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Singularidades da língua portuguesa II

«À porta da corte dos cevados estava uma mulher octogenária, com uma varinha na mão, acomodando os recos, que brigavam em redor da pia.»

Camilo Castelo Branco - O Bem e o Mal.


Explica o escritor: «O leitor provavelmente não encontra no seu dicionário o termo "reco". O povo de Trás-os-Montes, e de porção da Beira Alta dá aquele nome, cuja etimologia ignoro, aos cevados.»

Ora..., apesar de ser do interior norte da beira, desconhecia a ocorrência do termo reco, até há muito pouco tempo antes de ler O Bem e o Mal.
Foi-me apresentado por uma transmontana, a quem agradeço... ou não teria percebido patavina da explicação de Camilo, por desconhecer também o termo cevado...

cevado 
s. m.
1. Porco gordo.
adj.
2. Que esteve na ceva.
3. Fig. Saciado.


cevar
v. tr.
1. Tornar gordo, nutrir.
2. Pôr isca em.
3. Engordar.
4. Fig. Saciar, regozijar.
v. pron.
5. Encher-se, fartar-se.
6. Enriquecer.

Saudações!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

«A gente não faz amigos, reconhece-os.» Vinícius de Moraes

A palavra "amigo" já foi outrora muito especial. Hoje, está usada, gasta, esfarrapada... Banalizaram-na! Eu tenho 266 amigos no facebook... Muitos deles não os conheço; outros conheço, mas nunca falei com eles; com outros, não troquei mais do que uma, duas, três palavras; com outros comuniquei mais, mas poucas vezes os vi ou não os vejo há muito tempo; com os outros comunico mais, mas raramente os vejo... Poucos, muito poucos me acompanham na vida real... E agora, que nome hei-de eu chamar a estes?




Acho que me resta não os chamar e, simplesmente, reconhecê-los...

Saudações!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Singularidades da língua portuguesa I

Quem é que sabia que se dava o nome de Romeu e Julieta a um bocado de queijo e marmelada?


Saudações!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Soneto de José Régio, 1969

Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.

Está publicado pela Ariadne, mas a leitura foi aconselhada pelo camarada Hugo! OBRIGADA!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Hierarquia empresarial


Chegado via correio electrónico...

Saudações!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A audição não engana...

Retomando a temática do artigo anterior (anterior em data, mas posterior em posição, à boa maneira arquivística ou administrativa...), continua a guerrilha entre as rádios...
Hoje, mal começou a 3.ª ronda de papa americano, poluente do meu ouvido direito, eis que o meu ouvido esquerdo foi despertado pela voz de Zeca Afonso: a morte saiu à rua num dia assim...




Saudações!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Uma receita auditiva para começar bem o dia

Nunca fui fiel ouvinte de estações de rádio. Sempre preferi ser eu própria a escolher o que queria ouvir. Contudo, nos mais distintos e diversos contextos, acabamos por ser obrigados a ouvir... e, nestes últimos meses, tenho sido companhia forçada não de uma, mas de várias a tocarem ao mesmo tempo. No meio desse frenesim, compensando as repetidas circulações da papa americano ou da shakira, há uma delas que me vai presenteando, a Rádio Clube de Aveiro. Há lá maior presente do que começar a manhã de trabalho a ouvir the carpet crawlers heed their callers, we've got to get in to get out, we've got to get in to get out, we've got to get in to get out...




Saudações!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

...and each small candle lights a corner of the dark...



Para reacender o blogue...

Saudações!

sábado, 3 de julho de 2010

Olh'ó rei da macacada!



Saudações!