O que procuras?

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Quando um burro fala, o outro baixa as orelhas!



Que ilações se podem retirar disto?

Seria Hugo Chávez mal educado?

Terá Juan Carlos um paternalismo colonial?

E Zapatero foi sensato no seu apelo?

Qual o papel da anfitriã, Presidente do Chile no encerramento da cimeira? Não era suposto ser moderadora?

Já agora, sabiam que o homem que mais aparece nas moedas de euro que circulam em Portugal abandonou a sala quando o Presidente da Nicarágua criticou a política externa do governo espanhol?

Será o nacionalismo dos recursos naturais um ponto de partida para a independência económica da América Latina?

Será que exploração dos recursos naturais de um país, por parte de empresas estrangeiras poderá trazer riqueza e respectivo crescimento económico a um país?

Aqui ficam, no regresso ao activo da Guilhotina algumas questões que considero pertinentes para podermos debater. Fico à espera das vossa cacholas. Venha a discussão.

Saudações

segunda-feira, 9 de julho de 2007

O Paradoxo do LIVE EARTH

Sábado, dia 7 de Julho de 2007, decorreu o Live Earth, um mega-evento a nível internacional, organizado por Al Gore, cujo objectivo primordial foi o de consciencializar a população para o aquecimento global.

Como fazê-lo??? Reunir uma elevada série de músicos conhecidos a nível internacional e pô-los a fazer concertos em palcos montados em diferentes locais, com transmissão televisiva para todo o mundo.

Muitas das estrelas que pisaram os palcos fizeram-se transportar em jactos privados, um dos mais poluentes meios de transporte. Uma boa forma de fazer jus à causa que foram representar…

Segundo foi documentado pelo jornal britânico Guardian, o Live Earth produziu três mil vezes mais dióxido de carbono que a quota média de um cidadão britânico… poucochinho, para um evento que defende a causa ambiental, acrescentando o facto de o dióxido de carbono contribuir em cerca de 60% para o aquecimento global…

Madonna, uma das estrelas convidadas, que até compôs uma música especial para este dia, é, anualmente, responsável por uma quota de emissão de dióxido de carbono cem vezes superior à mesma média de um cidadão do Reino Unido. O News of the World descreve que as nove casas, frota de carros e jacto privado de Madonna são "uma catástrofe ecológica". O Sunday Telegraph refere as ligações da estrela pop a empresas com currículo negro no que toca a poluição.

O que contribuiu o bendito Live Earth para evitar o contínuo e perigoso aumento do aquecimento global e suas consequências e proteger assim o meio ambiente?
Para já, atacou foi mais um bocadinho, pouco mais, para o que o ambiente tem vindo já a sofrer. Parece que se tivessem ficado mas era quietinhos, não contribuíam com mais uma série de gases que já são libertados para a atmosfera diariamente…

Enfim!!! Uma causa justa para cínicos e hipócritas…

Saudações

Caros Degoladores

Como têm reparado, a Guilhotina esmoreceu neste último mês, força de elevados compromissos profissionais de quem a orienta. Apesar do formato original que o blog apresenta, o figurino actual dos posts tem limitado as ideias dos nosso contribuidores. Assim proponho, a partir de agora, um rejuvenescimento da Guilhotina, abandonando a obrigatória exposição de réus.
Peço a todos os meus cúmplices uma maior frequência de ideias e reflexões, não só de questões que chateiam, mas também de questões louváveis, para que possamos guilhotinar e absolver.

Saudações

sexta-feira, 1 de junho de 2007

30 de Maio, dia de Greve Geral

O sentido da greve tem sido pervertido, não pelos sindicatos, mas sim pelo governo e serviços mínimos, pelos trabalhadores com as cabeças lavadas por toda a propaganda anti-greve, pelos patrões que ameaçam trabalhadores e o seu respectivo direito à greve.

Todas as pessoas bem colocadas no sistema e na sociedade acham a greve desnecessária, a isto chama-se consciência de classe, ou seja não vêem motivos para a paralisação, visto que isso só as vai prejudicar financeiramente.

Os fura greves são de dois tipos: o primeiro, que concorda com os motivos da greve, mas não adere porque precisa do salário desse dia de trabalho, porque tem uma certa responsabilidade, ou por medo de represálias. Mas o segundo tipo é que é o problema. São aqueles que são explorados como todos os outros, a quem são propostos sucessivos contratos precários, sem nenhuma progressão na carreira, e depois criticam toda a unidade dos trabalhadores. Não estão conscientes do que representa o direito à greve (art. 57 da CRP), não sabem nem querem saber do que é a flexisegurança, que nada mais é do que flexibilidade de despedimentos, e segurança para os patrões que despedem.

Depois existe ainda um outro grande inimigo da greve que é o governo. Apressam-se a apresentar os resultados sectoriais negativos para tentarem mostrar que houve baixa adesão à greve, e tentam ainda provar que a greve é boa para o governo, com matemática da tanga. Diziam ontem no noticiário ao almoço que a função pública engole 50 mil euros por dia só em salários. Pela lógica da treta, se faltarem metade dos trabalhadores poupam-se 25 mil euros, mas esquecem-se de acrescentar que a maioria dos grevistas são os trabalhadores pior remunerados, e que a grande maioria dos bem assalariados (cargos de gestão e chefia) furam a greve, precisamente por consciência de classe.

Este, tal como muitos governos, tenta justificar a exigência de serviços mínimos com a saúde dos seus concidadãos, mas se estão tão preocupados com a saúde dos portugueses, porque fecham maternidades, centros de saúde, e Serviços de Atendimento Permanente (SAP)?

Condeno a empalação o actual código do trabalho e seus construtores, e à guilhotina a flexisegurança e os seus apoiantes.

Viva a unidade dos trabalhadores e o direito à greve!

Saudações

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Ministro das Borradas Públicas

Iniciada em 1961 e concluída (nada mais, nada menos 30 anos de estudos e trabalhos depois) em 1991, a A1 constitui a mais longa auto-estrada portuguesa, com cerca de 301 km.
Faz parte da Estrada Europeia E1 e é identificada no Plano Rodoviário Nacional 2000, como parte integrante do Itinerário Principal n.º1 (IP1).
Até aqui tudo muito bonito!!

Hoje em dia não consigo circular na A1 sem apanhar uma valente carrada de nervos. Basta estar parado no meio daquele trânsito e pensar - seria do senso comum que esta Auto-estrada fosse automaticamente a mais congestionada do país e que passados escassos anos, mais congestionada se tornasse!!
No site da Brisa está publicado o seguinte:

"Existe obrigatoriedade de alargamentos quando o tráfego médio diário atinge os seguintes níveis:

35 mil veículos – implica o alargamento para 2x3 vias
60 mil veículos – implica o alargamento para 2x4 vias

Estas intervenções trazem benefícios para os clientes, para as regiões e para o país. De facto, a maior fluidez de tráfego garante uma maior comodidade, associada a um ganho de tempo e mais segurança. Investir a pensar no cliente"
E perguntamos nós, o que se fez em relação a isto? Fácil, com 30 anos de estudos fez-se NADA! Mas que bela palhaçada!! Então quer dizer sabendo que, mais tarde ou mais cedo teriam que alargar para 3 faixas no mínimo conseguiram completar 301 Km de auto-estrada com, sei lá, largas dezenas de pontes rodoviárias que a atravessam, preparadas apenas para 2 faixas de rodagem em cada sentido. Mais que um erro crasso, isto deveria ser considerado crime!!!
Agora toca a deitar as pontes todas abaixo, para 3 ou 4 metros ao lado fazer uma novinha em folha, e lá temos nós que gramar com filas intermináveis, velocidades máximas ridículas e no fim pagar a continha na mesma!!

Se eu pudesse viajar no tempo, voltaria até 1961 e daria lá aos engenheiros e ministros da altura a seguinte sugestão: "epá se calhar fazemos já as pontes preparadas para 3 faixas, que pouco mais nos custa, e poupamos muitos milhões lá para a frente". Se isto acontecesse teria já sido condecorado pelo menos 3 vezes pelo Sr. Sampaio e estaria a receber uma pensão vitalícia de alguns 10000 euros, graças a esta brilhante mas básica ideia!
Saudações
RÉUS:
  • Ministro das Obras Públicas (da altura)
  • Engenheiros responsáveis pelo traçado e execução das obras

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Preocupante!

O caso Sócrates/Independente é já o principal candidato a piada do ano. De engenheiro que queria ser primeiro ministro passámos a ter um primeiro ministro que quer ser engenheiro. Muito se falou, muito se reinou. Legítimo.
No passado mês de Abril o director de serviços dos Recursos Humanos da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) admite ter proferido um comentário "jocoso" sobre a licenciatura do primeiro-ministro, durante o horário de expediente; qualquer coisa do género "Se precisares de um doutoramento tens que enviar por fax". Legítimo.
A consequência desta irrelevante brincadeira foi a sua suspensão de funções porque a directora regional, Margarida Moreira, apelidou o comentário à licenciatura do primeiro-ministro de "insultuoso". Ilegítimo.
Não sei se estão recordados mas, no inicio do mês, o ministro Mário Lino brincou com a situação da licenciatura do primeiro-ministro, invocando a sua "condição de engenheiro civil, inscrito na Ordem dos Engenheiros", para defender a Ota. Será que a militância do docente teve peso na suspensão?! Será uma excelente oportunidade para mais um job for the boy?! Qual o significado da Liberdade de Expressão neste país?! Qual o rumo que leva este país?! Estaremos no despontar do novo tiraninho?! (Reparem na imagem e digam lá se o saloio não vos faz lembrar alguém...?!)
Arriscando-me a ser um réu do novo estado novo, deixo-vos com os nomeados.

Saudações

RÉUS:
  • A Censura;
  • A Directora-geral da DREN;
  • Os dedos das mãos da já esquartejada de lurdes rodrigues;
  • O saloio de São Bento; (embora já decapitado, o sacana teima em regenerar-se)

sábado, 19 de maio de 2007

Culturas...




"Et ce que nous sommes devenus aujourd'hui, nous le devon à nos profeseurs"
Ministére de l'education Nationale, Supérieur et Recherche





"
Gracias profesorado, sin
vosotros no seria posible"
Consejeria de Educácion, Junta de Andalucia








"Perdi os professores, mas ganhei a população"

Maria de Lurdes Rodrigues, ministra da Educação








Depois da deliberada, vai uma gargalhada ou uma guilhotinada?

RÉU - Maria de Lurdes

terça-feira, 15 de maio de 2007

A Fome no Terceiro Mundo

























As imagens valem mesmo muito mais do que mil palavras...

RÉUS:
  • Imperialismo
  • Líderes “político-bancários” do hemisfério norte.

sábado, 12 de maio de 2007

Que foi isto?!


Apesar da delicadeza deste assunto, não resisti partilhá-lo. Cresci com o festival RTP da canção e consequente festival da Eurovisão, confesso que durante a minha infância era um dos climaxes televisivos do ano. No entanto apesar da qualidade duvidosa de alguns vencedores, a selecção dos mesmos era rigorosamente decidida por um júri com conhecimento musical. Se bem que por vezes a representação portuguesa na montra europeia fosse fraca, ao menos tinha-se a consolação de que foi entre nós a menos má. Este ano, tive a infelicidade de ouvir a canção que iria defender a nossa música no nosso continente e desde logo uma profunda desolação e consternação me deturpou a lucidez. Primeiro, acho que o regresso do festival RTP da canção é extremamente benéfico para a incentivação, descoberta e posterior divulgação dos novos compositores portugueses. A música é um dom para quem a pratica e é algo que não está acessível a qualquer cidadão, pois a aprendizagem ou a formação nem sempre resultam. Porém os novos moldes de decisão e votação em que o festival se sustenta não são nada benéficos para a hedoneidade do mesmo, pois ser o público através de SMS a decretar o vencedor é patético. Tudo bem, isto faz parte da nova política televisiva, que se baseia numa maior interacção com os telespectadores para assim cativar e ganhar audiências, mas quais são os critérios?! Não existem, pois o público que vota neste evento também costuma decidir os vencedores dos Reality Shows que inundam o pequeno ecrã nacional. Isto numa estação do estado que presta serviço público é grave! Senhor Nuno Santos, reforço o meu apoio na continuação do festival, mas sejamos sérios, seleccionem um júri capaz e competente senão tornar-se-á inútil a nossa participação na Eurovisão.
Tive a oportunidade de ler a reportagem de Cristiano Pereira no JN e ele refere o seguinte: «...chegou aquela que seria a vencedora do festival Sabrina. Patriota quanto baste, a rapariga avisou logo que gostava muito de bacalhau e de cozido à portuguesa. No bloco de apontamentos do JN ficou escrito: "A canção não é grande espingarda mas aquela bailarina loira de vestido vermelho afigura-se motivo suficiente para receber o voto. Já ganhou". A julgar pelo desfecho da noite, o telespectador terá pensado o mesmo.» e ainda acrescenta «"Dá-me a lua", da TribUrbana, foi, provavelmente, a proposta mais ousada de toda a cerimónia: um dueto em misto de hip-hop e fado com resultado bastante interessante. Não ganhou? É pena. Para a próxima tragam uma bailarina loira num vestido vermelho.»
A canção deste ano foi simplesmente ridícula e não se pode vulgarizar a música. Afinal qual é o nível cultural deste país? Qual a importância da televisão no mesmo? Vejam quinze segundos disto e comentem.

Saudações

RÉUS :
  • Sabrina (sem Salerno)
  • Emanuel
  • Nuno Santos